Dia 03 de Julho

Livro Provérbios - Pv

Capítulo 16 | 17 | 18

1 - FILHO meu, se ficaste por fiador do teu companheiro, se deste a tua mão ao estranho,

2 - E te deixaste enredar pelas próprias palavras; e te prendeste nas palavras da tua boca;

3 - Faze pois isto agora, filho meu, e livra-te, já que caíste nas mãos do teu companheiro: vai, humilha-te, e importuna o teu companheiro.

4 - Não dês sono aos teus olhos, nem deixes adormecer as tuas pálpebras.

5 - Livra-te, como a gazela da mão do caçador, e como a ave da mão do passarinheiro.

6 - Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio.

7 - Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador,

8 - Prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.

9 - Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?

10 - Um pouco a dormir, um pouco a tosquenejar; um pouco a repousar de braços cruzados;

11 - Assim sobrevirá a tua pobreza como o meliante, e a tua necessidade como um homem armado.

12 - O homem mau, o homem iníquo tem a boca pervertida.

13 - Acena com os olhos, fala com os pés e faz sinais com os dedos.

14 - Há no seu coração perversidade, todo o tempo maquina mal; anda semeando contendas.

15 - Por isso a sua destruição virá repentinamente; subitamente será quebrantado, sem que haja cura.

16 - Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina:

17 - Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,

18 - O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal,

19 - A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.

20 - Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe;

21 - Ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço.

22 - Quando caminhares, te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.

23 - Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida,

24 - Para te guardarem da mulher vil, e das lisonjas da estranha.

25 - Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas aos seus olhos.

26 - Porque por causa duma prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça da alma preciosa.

27 - Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem?

28 - Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?

29 - Assim ficará o que entrar à mulher do seu próximo; não será inocente todo aquele que a tocar.

30 - Não se injuria o ladrão, quando furta para saciar-se, tendo fome;

31 - E se for achado pagará o tanto sete vezes; terá de dar todos os bens da sua casa.

32 - Assim, o que adultera com uma mulher é falto de entendimento; aquele que faz isso destrói a sua alma.

33 - Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará.

34 - Porque os ciúmes enfurecerão o marido; de maneira nenhuma perdoará no dia da vingança.

35 - Não aceitará nenhum resgate, nem se conformará por mais que aumentes os presentes.

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