O verdadeiro significado da Páscoa

13/04/2017


A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. Embora o seu significado não seja o mesmo entre os povos, a festa é celebrada tanto no Oriente quanto no Ocidente. A sua origem remonta há muitos séculos e está registrada na Bíblia Sagrada, no livro do Êxodo. No texto original hebraico, o termo utilizado para Páscoa é Pesach, cujo significado é “passagem”, numa referência geral à saída dos hebreus do Egito. 

Para os crentes em Jesus, o significado da Páscoa é mais profundo e não se limita apenas à comemoração de uma data ou a troca de presentes. O sentimento dos crentes em relação à Páscoa vai muito além da fertilidade ou da esperança de uma nova vida, exemplificados pelos ovos e coelhos, figuras tradicionais da festa secular. Para aqueles que creem na Palavra de Deus, a Páscoa é uma festa santa, profética e cheia de significado espiritual. 

A Páscoa judaica

A Páscoa é uma das principais festas judaicas estabelecidas pelo próprio Deus. Para entendê-la, temos que tornar ao livro de Gênesis, para ouvir o que Deus disse a Abraão. “Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza” (Gn 15.13,14). 

Por séculos, os hebreus permaneceram aprisionados no Egito, mas cumprido o tempo da profecia, Deus levantou Moisés para livrar o seu povo da escravidão, conforme havia dito. Ele disse a Moisés: “Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Assim, pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Senhor. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo” (trechos extraídos do capítulo 12 de Êxodo).

O termo Pesach está relacionado à passagem do Senhor por sobre o Egito, trazendo livramento e salvação para o seu povo, a saída do cativeiro e a passagem pelo Mar Vermelho. A saída do povo hebreu do Egito se deu por volta de 1250 a.C. Ainda hoje, nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.  

A Páscoa cristã

Por trás da história bíblica, existe uma simbologia maravilhosa para aqueles que possuem os olhos espirituais abertos. A nossa libertação da escravidão do pecado foi retratada profeticamente nestes eventos há cerca de 3400 anos no Egito. 

Quatro séculos de trevas haviam terminado. Era tempo de sair da escravidão para a liberdade, da escuridão para a luz. Eles deixariam o Egito para trás, pois a Terra prometida estava diante deles, fluindo com leite e mel. Que maravilhosa ilustração da nossa própria salvação através de Cristo, “o qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados” (Cl 1.13,14). 

O cordeiro da páscoa judaica era uma figura profética do Cordeiro de Deus que viria ao mundo para a nossa salvação. Ele deu a sua vida por amor de nós. O apóstolo Paulo afirmou que “Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co 15.3,4).

O nosso Redentor vive! Ele venceu a morte e nos deu vida eterna. Essa é a maravilhosa mensagem da Páscoa: que “Cristo morreu na cruz pelos nossos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1Pe 3.18); “que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Rm 6.4). Hoje, podemos celebrar com grande alegria, “porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1Co 5.7).

 

Por Bispo César Santos – Presidente e fundador da Comunidade Evangélica Filadélfia.


BISPO CÉSAR SANTOS


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